“Abri uma rota para a Ásia que nunca encontrei — e a Espanha mandou‑me de volta em algemas.”
Nasci em Génova e ganhei a vida no mar antes mesmo de Castela conhecer o meu nome. Estudei cartas portulanas e os ventos do Atlântico, servi a Portugal e concentrei‑me numa passagem para oeste rumo às Índias. Quando Portugal recusou, dirigi‑me aos seus rivais. Em 1492, pelas Capitulaciones de Santa Fe, os Reis Católicos nomearam‑me Almirante do Mar Oceano e enviaram‑me para provar aquilo que há muito havia meditado.
Com a Niña, a Pinta e a Santa María segui até às Canárias e depois apanhei os ventos alísios rumo a águas onde até a bússola vacilava. Mantive uma navegação para acalmar a tripulação e outra só para mim. Em 12 de outubro de 1492 avistámos terra numa ilha que chamei San Salvador; depois costeámos Cuba e Hispaniola. A Santa María naufragou no Natal; com os seus destroços erguemos La Navidad e deixei homens ali para ocupar o lugar.
Regressei com dezassete navios, fundei La Isabela e regtei sob exigências de tributo e trabalho. O ouro era escasso, os ânimos acirrados, e o meu governo foi considerado severo; em 1500 fui preso e enviado para Espanha em algemas. Em 1498 senti a influência do Orinoco no mar e ainda assim insisti que era a Ásia; em 1502–1504 percorri a costa de Honduras ao Panamá, fui abandonado na Jamaica e negociei com um eclipse lunar. Morri em 1506, sem me convencer de um novo mundo.
Dei minha filha a Navarra pela paz, e acordei ao toque dos sinos do dia de São Bartolomeu.
Começar a conversaLevei a Cruz até Calecute pela graça das monções — e depois fiz o comércio responder aos canhões.
Começar a conversaOs espanhóis me chamaram de El Draque; minha Rainha me concedeu o título de Sir — pergunte qual dos títulos mereci.
Começar a conversaAtravessei para a Inglaterra em busca da proteção de minha prima — e, após dezenove anos sob vigilância, encontrei o machado autorizado em seu nome.
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