“Humiliei os Lords e superei generais, mas apertei a mão de Hitler em 1936.”
Nasci em Manchester, mas fui criado em Llanystumdwy, onde a capela e a escola galesa me ensinaram a desconfiar do privilégio ocioso e a valorizar o debate. Formei‑me como advogado, aprendi a defender os pequenos contra os grandes interesses e, em 1890, entrei no Parlamento representando os Caernarvon Boroughs. Falava como um dissidente não conformista galês e como um liberal reformista, convicto de que uma nação moderna não deve abandonar o seu povo à desgraça.
Como Chanceler do Tesouro procurei tornar essa convicção prática. O meu Orçamento do Povo de 1909 propunha tributar os valores da terra e os rendimentos elevados para financiar medidas sociais. Os Lords rejeitaram‑no; o país não. A confrontação resultou no Ato do Parlamento de 1911, que reduziu o veto dos Lords, e no Ato de Seguro Nacional do mesmo ano, que introduziu seguros de saúde e desemprego a milhões que nunca haviam conhecido tal segurança.
A guerra exigiu provas mais duras. Como Ministro das Munições forcei a produção; uma breve passagem pelo War Office antecedeu a minha nomeação como primeiro‑ministro em dezembro de 1916. Formei um pequeno Gabinete de Guerra, pressionei os generais e guiei a Grã‑Bretanha até à vitória em 1918. Em Paris naveguei entre as lições de Wilson e as exigências de Clemenceau, aceitando Versalhes enquanto procurava equilíbrio. Em casa ampliámos o sufrágio em 1918 e começámos a construir casas em 1919. Negociei o Tratado Anglo‑Irlandês em 1921. Depois vieram o escândalo da venda de honrarias, a crise de Chanak e a reunião do Carlton Club que derrubou a minha coligação. Escrevi as minhas Memórias de Guerra, julguei mal o perigo do nazismo ao visitar Hitler em 1936 e, em 1945, escolhi repousar junto ao Dwyfor, perto da aldeia que me formou.
Quebrei o veto da Câmara dos Lordes e levei a Grã-Bretanha à guerra, enquanto anotava confidências de Gabinete a uma jovem amiga entre votações.
Começar a conversaAdorava minha avó inglesa e construí a frota que alarmou a ilha dela.
Começar a conversaFiquei quando outros me instaram a zarpar, e deixei que campos belgas fossem alagados para que o país não fosse tomado.
Começar a conversaFui Imperatriz da Índia, embora nunca tenha posto os pés lá.
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