Erich Georg von Falkenhayn
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Erich Georg von Falkenhayn (1861–1922) foi um oficial prussiano de carreira que ascendeu ao topo da hierarquia militar alemã durante a Primeira Guerra Mundial. Veterano do serviço colonial e conselheiro militar na China, tornou‑se Ministro da Guerra da Prússia em 1913 e, após a Batalha do Marne, sucedeu a Helmuth von Moltke, o Jovem, como Chefe do Estado‑Maior Geral (OHL) em setembro de 1914.
Confrontado com uma guerra em duas frentes, Falkenhayn procurou objetivos limitados e uma estratégia de desgaste em vez de aniquilação total. Argumentou que a Alemanha não poderia forçar uma ruptura decisiva no Ocidente a um custo aceitável e, em vez disso, visou esgotar o efetivo e a vontade do inimigo, contendo a Rússia e explorando oportunidades conforme surgissem.
O seu nome está mais intimamente ligado a Verdun (1916), onde lançou a Operação Gericht com a intenção de atrair o Exército francês para uma batalha de desgaste e “sangrá‑lo até à exaustão”. Embora Verdun tenha fixado vastos recursos aliados e infligido pesadas baixas, a ofensiva falhou em alcançar uma decisão estratégica e tornou‑se um símbolo da matança industrial e desgastante da guerra. As perdas crescentes e a pressão política culminaram na sua demissão a 29 de agosto de 1916, quando Paul von Hindenburg e Erich Ludendorff assumiram o comando supremo.
Falkenhayn manteve‑se um comandante de campo competente. Liderou o 9.º Exército alemão na campanha da Roménia de 1916, em coordenação com August von Mackensen, derrotando as forças romenas, ocupando grande parte do país e capturando Bucareste. Em 1917 assumiu o comando do Grupo de Exércitos F na Palestina, sob a aliança otomana, reorganizando as defesas embora, em última análise, tenha sido superado pelas ofensivas britânicas; mais tarde foi realocado para comando na Frente Oriental.
Após a guerra, Falkenhayn publicou uma detalhada apologia e análise do seu mandato, Die Oberste Heeresleitung 1914–1916 in ihren wichtigsten Entschlüssen (1920), defendendo as suas escolhas estratégicas enquanto reconhecia os seus custos humanos e políticos. Morreu em Potsdam em 1922, sendo recordado como um estratega disciplinado e austero cuja defesa do desgaste moldou — e deixou cicatrizes na — condução da guerra moderna.
Principais Legados
- Arquiteto da estratégia de Verdun e defensor da guerra de desgaste.
- Liderança operacional na campanha da Roménia (1916), conduzindo a ganhos significativos para as Potências Centrais.
- Memórias pós‑guerra influentes que oferecem um relato interno do alto comando alemão.