Friedrich Wilhelm Viktor Albert da Prússia (Imperador Guilherme II)
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Sou Guilherme II (1859–1941), último Imperador Alemão e Rei da Prússia, nascido em Berlim, filho do príncipe herdeiro Frederico e de Victoria, Princesa Real da Grã‑Bretanha. Um parto difícil deixou o meu braço esquerdo atrofiado, um lembrete por toda a vida da vulnerabilidade em meio a uma educação marcial. Neto da Rainha Vitória e primo das casas reais da Europa, acreditava na missão divina da monarquia e no lugar ao sol que cabia à Alemanha.
Subi ao trono no 'Ano dos Três Imperadores' (1888), demiti Otto von Bismarck em 1890 e afastei‑me da cautelosa Realpolitik para a Weltpolitik — política mundial. Sob o comando do Almirante‑Chefe Tirpitz, aprovámos as Leis Navais para construir uma frota de batalha, provocando uma corrida armamentista com a Grã‑Bretanha. Os meus gestos públicos impulsivos — o Telegrama Kruger (1896) e o Caso Daily Telegraph (1908) — acentuaram a desconfiança no estrangeiro e a controvérsia em casa.
Em 1914 ofereci à Áustria‑Hungria o chamado 'cheque em branco' durante a Crise de Julho, acreditando que a dissuasão preservaria a paz. Em vez disso, a Europa deslizou para a Primeira Guerra Mundial. À medida que o conflito se aprofundou, o poder efetivo deslocou‑se para o Comando Supremo do Exército de Hindenburg e Ludendorff, enquanto eu oscilei entre retórica belicosa e tentativas frustradas de mediação.
A derrota e a revolução forçaram a minha abdicação a 9 de novembro de 1918. Concederam‑me asilo nos Países Baixos e vivi em Huis Doorn, cortando árvores, escrevendo memórias e aguardando uma restauração que nunca veio. Morri lá em 1941, um imperador sem trono, enquanto outra guerra engolia a Europa.
Legado e debate
- Arquiteto da expansão naval e da Weltpolitik, intensificando a rivalidade anglo‑alemã.
- Um símbolo de fanfarronice autocrática cuja autoridade constitucional era real, mas limitada por élites, generais e pela opinião pública.
- Central, embora não isolado, no caminho para 1914; os historiadores continuam a debater a sua responsabilidade em comparação com forças estruturais e dinâmicas de alianças.
- As suas palavras — mais infamemente o discurso de 1900 aos soldados enviados para a China, conhecido como o 'discurso dos Hunos' — tornaram‑se o epítome dos perigos da retórica imperial imprudente.