Joseph Jacques Césaire Joffre
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Joseph Jacques Césaire Joffre nasceu em 1852 em Rivesaltes, nos Pirenéus franceses. Formado na prestigiada École Polytechnique, escolheu a arma de engenheiros e prestou serviço pela primeira vez durante a Guerra Franco‑Prussiana, ajudando a defender Paris em 1870–71. Nas décadas seguintes construiu uma reputação de método e liderança prática em postos coloniais, notadamente na Indochina e em Madagascar, onde a sua calma organizacional sob pressão se tornou uma marca registada.
Nomeado comandante‑em‑chefe do Exército Francês em 1911, Joffre supervisionou o planeamento pré‑bélico e a doutrina da ação ofensiva. Quando a guerra eclodiu em 1914 e as ofensivas iniciais francesas fracassaram, manteve a compostura, orquestrando a Grande Retirada para o Marne enquanto substituía comandantes hesitantes. No início de setembro emitiu sua famosa ordem do dia — insistindo que o tempo de olhar para trás tinha passado — e coordenou com o General Gallieni, Franchet d'Espèrey e a British Expeditionary Force para lançar o contra‑ataque que deteve o avanço alemão na Primeira Batalha do Marne.
Em 1915 Joffre promoveu ofensivas limitadas em Artois e Champagne, ao mesmo tempo que empreendia uma ampla reorganização do exército: padronizando procedimentos, melhorando o abastecimento de artilharia e munições e removendo generais com baixo desempenho — tão notável que o verbo francês 'limoger' entrou para a língua, proveniente da cidade da retaguarda para a qual oficiais afastados eram enviados. Admirado pelos soldados como 'Papa Joffre' pela sua firmeza, foi também criticado por políticos e por alguns subordinados pelos elevados custos das investidas de desgaste.
A crise de Verdun em 1916 sobrecarregou o seu comando. Embora tenha reforçado o setor e elevado Pétain, as repercussões políticas puseram fim ao seu mandato como comandante‑em‑chefe em dezembro de 1916; foi simultaneamente promovido a Marechal da França, em reconhecimento da sua liderança em 1914. Em 1917 liderou a célebre Missão Joffre aos Estados Unidos, sendo calorosamente recebido pelo público americano ao ajudar a garantir uma coordenação mais estreita entre os Aliados após a entrada dos EUA na guerra.
Após o Armistício, Joffre permaneceu uma figura nacional reverenciada. Trabalhou nas suas memórias, refletiu sobre as lições da guerra em coalizão e da mobilização, e morreu em 1931. O seu legado perdura como o calmo arquiteto da salvação da França em 1914 — um oficial cuja firmeza sob tensão, prontidão para agir e disposição para reformar ajudaram o Exército Francês a sobreviver ao seu mais grave teste.
O que deixo para trás
- Liderança decisiva em 1914 que possibilitou a contraofensiva no Marne.
- Reformas organizacionais e uma cultura de responsabilização no alto comando francês.
- Um símbolo da cooperação entre os Aliados, notavelmente através da missão de 1917 aos Estados Unidos.
- Um modelo de comando calmo e metódico na guerra industrial moderna.