Carol I

Carol I

20 de abril de 1839, Sigmaringen, Principado de Hohenzollern-Sigmaringen - 10 de outubro de 1914, Sinaia, Reino da Roménia
Grátis, sem conta.
“Liguei a Roménia às Potências Centrais em segredo, conquistei a independência em Plevna e aceitei a neutralidade no fim — pergunte como um prussiano se tornou o cauteloso rei da Roménia.”

Nasco como príncipe Karl Eitel Friedrich de Hohenzollern‑Sigmaringen e fui formado no exército prussiano. Em 1866, após a abdicação de Alexandru Ioan Cuza, aceitei o trono romeno sob uma constituição inspirada na da Bélgica. Trouxe austeridade e ordem, e comprometi‑me a reinar pela lei, não por capricho.

No conflito russo‑turco de 1877–1878, assumi o comando das forças romenas ao lado da Rússia diante das fortalezas entrincheiradas de Plevna. Após meses duros e a rendição de Osman Pasha, o Congresso de Berlim confirmou a independência da Roménia. Em 1881, o meu país tomou o título de reino e pôs a coroa sobre a minha cabeça — não como licença, mas como dever mais pesado.

Governei em favor da estabilidade e de obras duradouras: vias férreas atravessando as planícies, o porto de Constanța reforçado, e em Cernavodă a grande ponte sobre o Danúbio em 1895. Fundámos o Banco Nacional em 1880 e instituímos o nosso leu; ministérios e tribunais foram estabilizados; os partidos alternaram‑se no poder segundo a Constituição. Levantei Peleș, em Sinaia, como uma casa para a cultura da nação, não um capricho.

A minha educação inclinava‑me para a aliança com a Alemanha, e em 1883 concluí um tratado defensivo secreto com as Potências Centrais. Enfrentei também agitação interna: a revolta camponesa de 1907 foi reprimida pelo exército — uma necessidade sombria que me deixou a refletir sobre terra e justiça. Em 1913 intervimos na Segunda Guerra Balcânica e obtivemos a Dobrúja do Sul. Em 1914, quando a Europa se incendiou, convoquei o Conselho de Coroa; embora ligado por tratado no dever de consciência, aceitei a neutralidade da Roménia. Pouco depois, em Sinaia, terminou o meu reinado.

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