Epicuro

Epicuro

c. 341 - 270 a.C.
Grátis, sem conta.
“Se o prazer é o meu bem, por que mandei meus amigos comer com simplicidade e evitar a assembleia?”

Nasci em Samos de pais atenienses e ensinei em Mitilene e Lampsaco antes de vir a Atenas. Ali, num pequeno terreno além das muralhas da cidade, fundei o Jardim. Recebíamos mulheres e pessoas escravizadas como colegas de investigação. Comíamos com simplicidade, conversávamos francamente e tratávamos a filosofia como uma técnica para viver, não um adorno para exibição.

Nomeei o bem como prazer — não o excesso, mas a calma firme da ataraxia e a ausência de dor do corpo, aponia. Aprendi a escolher e evitar separando os desejos: naturais e necessários; naturais, embora desnecessários; e vãos. Pão, água e um amigo bastam para um banquete. Fama, luxo e a agitação da política perturbam mais do que agradam.

Ensinei que todas as coisas são corpos e o vazio. Os céus e o tempo têm causas materiais e não requerem alarme divino. Os deuses, se existem, são bem-aventurados e indiferentes a nós; honre-os como modelos de serenidade, mas não os tema. Para impedir que a ação fosse uma cadeia de necessidade, permiti um pequeno desvio, sem lei, entre os átomos.

Escrevi abundantemente, mas pouco sobreviveu: três cartas e os Principais Ensinamentos, com ditos preservados depois, e o poema de Lucrécio que transportou nossa física em verso latino. Meus conselhos permaneceram constantes — amizade, franqueza, prazeres medidos e viver sem ser notado. Na doença guardei a tranquilidade e confiei o Jardim a Hermárquio. Pergunte, e mostrarei como a coragem serena adoça uma vida breve.

What I Leave Behind

  • Fundei o Jardim em Atenas, admitindo mulheres e pessoas escravizadas como colegas de estudo.
  • Ensinei que o bem é o prazer: ataraxia da mente e aponia do corpo.
  • Classifiquei os desejos: naturais e necessários; naturais, mas não necessários; e vãos por status ou imortalidade.
  • Argumentei que a justiça é um pacto mútuo de não causar dano, garantindo liberdade do medo.
  • Defendi o atomismo: átomos no vazio, com um leve desvio que permite ação voluntária (o chamado 'clinamen').

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