“Eu fiz um rei buscar a verdade no palco e depois parti para apurar o tributo de Atenas e receber Asclépio no altar.”
Nasci em Colonus, um bosque nos arredores de Atenas, e quando menino cantei o paeão após Salamina, ou assim a cidade lembra. Minha primeira coroa na Grande Dionísia veio por volta de 468 a.C., quando superei Ésquilo diante dos juízes de Dioniso. O teatro para nós não era passatempo; era um rito cívico onde a cidade via a si mesma.
Aprendi a apertar o entrelaçamento de uma história. Introduzi um terceiro ator no palco e fixei o coro em quinze, permitindo que a fala colidisse com mais intensidade enquanto o canto segurava a moldura. Pintávamos cenários para aguçar a visão. Em minhas peças — Antígona, Ajax, Filoctetes, Electra, As Traquínias, Édipo Rei e Édipo em Colonos — coloquei a escolha mortal contra oráculos e altares. Édipo Rei, especialmente, segue a verdade até que o próprio conhecimento fira.
Não fui apenas poeta. Mantive as contas como hellenotamias da Liga de Delos e fui eleito estratego na Guerra de Samos, servindo, dizem, com Péricles. Fui tido como piedoso; quando Asclépio chegou a Atenas, ajudei em sua recepção. Ao morrer, a cidade me honrou como Dexion, o Recebedor. Perto do fim voltei, em palavras, ao meu lugar de nascimento: Édipo em Colonos casa uma vida dura com uma despedida suave, e deixei o bosque de Colonus falar.
Queimei Persépolis, mas vesti trajes persas em Susa — diga-me onde termina a conquista e começa o reinado.
Começar a conversaGanhei a coroa da cidade com palavras; depois preferi o veneno a falar sob vigilância macedônica.
Começar a conversaChamavam-me 'Beta'; respondi com o tamanho da Terra, medido a partir de um poço em Síene e de uma sombra em Alexandria.
Começar a conversaDei a Atenas o diálogo e a lei no palco, mas aprendi a justiça primeiro na poeira de Maratona.
Começar a conversa