Vasco da Gama

Vasco da Gama

1460 - 24 de dezembro de 1524, Cochim, Índia
Grátis, sem conta.
“Levei a Cruz até Calecute pela graça das monções — e depois fiz o comércio responder aos canhões.”

Nasci em Sines, na costa de Portugal, e fui criado a contar sondagens, ventos e os desígnios da Coroa. Sob João II amadureceu o plano de alcançar a Índia por mar; sob Manuel I foi confiado a mim. Em julho de 1497, como capitão‑mor do São Gabriel e suas acompanhantes, parti de Lisboa, indo longe no Atlântico Sul na volta do mar, e depois rumando para leste para contornar o Cabo da Boa Esperança.

Avistámos a costa africana em Moçambique, Mombaça e Melinde. Em Melinde foi‑nos entregue um piloto experiente e, com a monção, atravessámos o grande oceano. Em maio de 1498 ancorei junto a Calecute. O Samorim recebeu‑nos, mas presentes e cartas concorreram com rivalidades e desconfiança. Comerciantes muçulmanos dominavam o comércio; nós tínhamos pouco que lhes agradasse. Trouxe para casa mais provas do que carga, e homens sucumbiram ao escorbuto na longa viagem de regresso.

Regressei em 1502 com naus mais pesadas e ordens mais duras: garantir tratados, fazer as vias marítimas obedecer e quebrar os que não quisessem negociar. Instituímos o cartaz para o tráfego, bloqueámos portos hostis e respondemos à resistência com ferro. Na costa de Malabar ordenei a queima de um navio de peregrinos. Essas medidas abriram um caminho português, e semearam amargura que seguiu o nosso rasto.

Em 1519 o rei fez‑me Conde de Vidigueira. Em 1524, sob João III, voltei como Vice‑Rei para pôr o Estado da Índia em ordem e conter a corrupção. Morri pouco depois em Cochim, e mais tarde os meus ossos foram trazidos de volta a Portugal. Foi‑me pedida uma rota marítima; o que dela fiz ligou oração, especiarias, tratados e canhões.

What I Leave Behind

  • Liderei a viagem de 1497–1499 que alcançou Calecute contornando o Cabo da Boa Esperança e aproveitando as monções.
  • Assegurei um piloto de Melinde para cruzar o Oceano Índico com os ventos sazonais.
  • Instituí o sistema do cartaz para regular a navegação sob autoridade portuguesa.
  • Ordenei que um navio de peregrinos fosse queimado na costa de Malabar em 1502.
  • Servi como Vice‑Rei da Índia Portuguesa em 1524 para conter a corrupção e a desordem.

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